Sonha em conhecer a América do Sul, mas não sabe os documentos necessários? Qual a moeda levar? Por isso, fiz uma lista com dicas de como se preparar para sua primeira viagem pela América Latina.

A América do Sul é um destino muito cobiçado por turistas do mundo inteiro. Além da proximidade, nossos países vizinhos tem muito a nos oferecer, como por exemplo, preços mais acessíveis, cultura, paisagens exorbitantes e até mesmo facilidade no idioma. O que não faltam são motivos para se encantar e se apaixonar. Então, confere as dicas do post e boa viagem!

1 – Documentação: passaporte? visto?

Quando o assunto é documentação, planejar uma viagem pela América do Sul, é o que nos gera menos trabalho. A entrada de brasileiros nos países vizinhos é bem mais tranquila do que em outros continentes, pois não há necessidade de visto de turista (até 90 dias), além disso, não há exigência de passaporte.

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Passaporte não é obrigatório

Devido ao acordo do Mercosul, brasileiros podem viajar pelos países pertencentes ao grupo apenas com carteira de identidade (CNH ou carteira de trabalho não valem). Eu mesma não tive tempo de fazer o passaporte e viajei apenas com a identidade. Na imigração, recebemos um papel com nossos dados, o carimbo e autorização de permanência de 90 dias. É muito importante manter esse papel sempre por perto caso você precise apresentá-lo às autoridades.

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Autorização de entrada com Identidade
Nota: Viagem com Carteira de Identidade
  • Apenas a carteira de identidade é considerada um documento válido. Carteira de motorista ou de trabalho não são válidas!
  • O documento precisa estar em boas condições, pois o fiscal da imigração faz a leitura do documento para o sistema de dados. Ou seja, nada de identidade amassada, plastificada ou com o plástico soltando.
  • Seu RG precisa estar válido. No caso de crianças, a identidade deve estar atualizadas e que dê para reconhecê-las na foto.

2 – Certificado Internacional de Vacinação

Este não é um ítem obrigatório em todos os países. Entretanto, alguns países exigem o comprovante de vacinação contra a febre amarela.

Dos nossos vizinhos da América do Sul, os países que exigem o certificado são: Bolívia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Suriname, Venezuela e Colômbia.

3 – Seguro Viagem

Outra etapa importante é a contratação do Seguro Viagem, que embora não seja obrigatório, é um item essencial, seja qual for o roteiro do seu país. E como eu planejava uma viagem com aventuras, esse item foi o primeiro da minha lista.

Caso você se machuque ou fique doente, o seguro vai te poupar uma bela dor de cabeça e vai fazer com que você não precise acabar com o orçamento de sua viagem.

O seguro é válido em qualquer lugar da América do Sul (exceto Brasil) e caso você fique doente ou se machuque durante a viagem. A contratação do seguro de viagem te poupa uma grande dor de cabeça.

4 – Escolha da moeda

Diferente da Europa, onde a maioria dos países adotou o Euro como moeda, na América do Sul cada país possui sua moeda própria, e não vale a pena fazer o câmbio de nenhuma delas no Brasil. Minha viagem foi em 2017 e, na época, o dólar estava 3,10$. Eu fiz milhões de contas com o câmbio e vi que não valeria à pena, pois perderia na conversão duas vezes. A melhor opção mesmo foi levar real e trocar pela moeda local no próprio país.

Geralmente as melhores cotações estão nas grandes cidades, sendo baixas nos aeroportos. Sempre li essa informação em todos os sites que pesquisei e por isso troquei só uns 50 reais no aeroporto pra sair de lá com uma grana. Maaaaaas, como sou sortuda, a cotação na cidade estava bem pior. Jura? Juro! Para vocês terem noção, no aeroporto 1 real eram 5,60 pesos e nas casas de câmbio da cidade estava 5,25.

Depois eu descobri que, para movimentar melhor o dinheiro do turismo, os bancos da Argentina melhoraram a taxa de câmbio e com isso não pediam tanto para as casas de câmbio e cambistas clandestinos.

Cartão de Crédito/Débito

Eu optei em levar todo o valor em notas comigo para fazer o câmbio. Nas casas de câmbio, é cobrada uma taxa quando a troca é feita com o cartão. É bem arriscado, mas mantive o dinheiro bem guardado e não tive problemas.

Outras opções para quem não se sente seguro de andar com muito dinheiro no bolso são os cartões VTM ou levar o cartão de débito e/ou crédito (é necessário fazer o aviso viagem no seu banco). Apesar das taxas de IOF, os cartões podem quebram um galho na hora do aperto.

Lembram que eu só tinha trocado 50 reais no aeroporto, isso deu uns 280 pesos e gastei praticamente 270 pesos de táxi até o hostel. Ou seja, fiquei sem nada. Fui tentar trocar moeda na cidade, mas já estava tudo fechado e o câmbio ficou para o dia seguinte. Sem tinha dinheiro para comer à noite, o cartão de crédito me salvou.

Tenha uma reserva no orçamento

Imprevistos acontecem, como perda de documentos, roubo ou problemas de saúde, e, resolvê-los durante uma viagem, geram custo. Por isso tenha sempre uma brecha no orçamento para emergências.

5 – Clima

Uma viagem pela América do Sul é boa de se realizar em qualquer época do ano, mas cada uma delas influencia na sua viagem, seja na escolha das roupas, como nas fotos da viagem.

No inverno, Chile e Argentina, são os principais países para praticar na neve ou simplesmente brincar na neve. Em outros países da América do Sul, você vai, no máximo, curtir um climinha frio.

O verão possui temperaturas semelhantes ao nosso clima brasileiro. Meu mochião foi realizado no verão de 2017 e peguei temperaturas bem agradáveis na Argentina e no Chile. Mas como sortuda que sou, no Deserto do Atacama, em pleno verão, teve uma mudança climática e nevou bastante.

O outono e a primavera são as melhores estações do ano para viajar, em qualquer lugar do mundo. As temperaturas não são tão altas, nem tão baixas, além de ser baixa temporada e os passeios e passagens aéreas ficam mais baratas.

Gostou do post ou se você tem mais dicas ou sugestões, deixe seu comentário aqui no site. E bora viajar!!

Quer saber mais sobre a viagens para a Europa veja aqui no post Viagem para Europa: documentos exigidos

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