Certamente Berlim é daquelas cidades que te deixam sem palavras. A impressão que tive ao visitar a cidade, era de estar entrando em um verdadeiro livro de história. Por onde se anda vemos a história estampada nas ruas da cidade, tornando-a em um museu a céu aberto.

Ao mesmo tempo que carrega o peso dos conturbados confrontos, Berlim é hoje acima de tudo uma cidade rica e voltada para a arte, cultura e história.

Como resultado de tanta história, o que não faltam são lugares para conhecer em Berlim. Igrejas, praças, museus (e não só os fechados, como também museu à céu aberto).

Só que nem tudo é perfeito. Por mais que a Alemanha no geral tenha ótima aceitação com animais, inesperadamente não tive uma boa experiência com relação a esse tema. Uma vez que as principais atrações de Berlim sejam museus, desse modo já tinham consciência de que muitos lugares seriam restritos, entretanto a aceitação de animais em lojas foi algo que me surpreendeu, visto que em outras cidades obtive boas experiências.

Deste modo, encontrei limitação em alguns passeios, inclusive naqueles a céu aberto. Contudo é mais um motivo de revisitar a cidade. Enfim, chega de enrolação e vamos ao que interessa.

Palácio do Reichstag

Saindo da estação central de Berlim Hauptbahnhof um pouco a frente encontramos o Palácio do Reichstag. O prédio é onde atua o parlamento federal da Alemanha. O prédio fica localizado no distrito de Mitte.

Palácio do Reichstag

À frente do Palácio há um enorme jardim onde, no verão, as pessoas costumam sentar na grama, aproveitar o sol e fazer um pique-nique.

Para nossa sorte a cúpula do Palácio é aberta a visitação diariamente, entretanto é necessário agendamento online. Clique aqui para mais informações.

Portão de Brandemburgo

A poucos metros avistamos o Portão de Brandemburgo (Brandemburger Tor), antiga porta de entrada de Berlim, além de um dos símbolos mais importantes da cidade pois é símbolo do triunfo da paz sobre as armas.

Portão de Brandemburgo

No período da Segunda Guerra Mundial, o Portão sofreu graves danos em sua estrutura e foi quase praticamente destruído. Já em 1961, depois da construção do Muro de Berlim, o Portão de Brandemburgo ficou abandonado e preso entre os lados leste e oeste, sem que praticamente ninguém tivesse acesso a ele.

foto do google

O portão foi palco do maior momento histórico da atualidade, a queda do muro de Berlim por consequência o fim da Guerra Fria. Logo após a reunificação da cidade, o Portão de Brandemburgo, depois de tantos momentos difíceis, finalmente recuperou o lugar que merece.

Portão de Brandemburgo

Memorial do Holocausto

Seguindo adiante a poucos metros a sul do Portão de Brandemburgo, avistamos o Memorial do Holocausto. A arte desenvolvida pelo arquiteto e Peter Eisenman, inaugurada em 2005, consiste em 2.711 blocos de concreto cinza escuro e de alturas variadas, distribuídos em fileiras paralelas. Como resultado o memorial objetiva produzir intranqüilidade e confusão, a fim de representar o sentimento dos judeus perseguidos, pelo regime nazista, que perderam o contato com a razão humana. 

Também faz parte do memorial uma sala subterrânea chamada de “Local da Informação” onde há uma exposição documentada da perseguição e o extermínio dos judeus.

Potsdamer Platz

Durante anos após a construção do muro de Berlim a área da Potsdamer Platz ficou totalmente vazia e deserta. Logo em seguida a queda do muro o local começou a ganhar vida nova e atualmente é o local mais moderno da cidade. Abriga restaurantes, bares, cinema, lojas e muito mais.

Topografia do Terror

A exposição Topografia do Terror fica localizada onde, durante anos do regime nazista, era a sede da Gestapo (Polícia Secreta Alemã). Anteriormente neste local haviam celas da SS, usadas para interrogatórios e torturas contínuas aos que se opunham ao regime de Hitler. Ali também foram planejados ataques e crimes cometidos pelos nazistas alemãs.

O local ficou completamente destruído devido aos bombardeios da guerra e anos mais tarde, por ali passava o muro de Berlim. Uma boa parte do muro se mantém intacta no local e é possível ver no museu à céu aberto, uma cronologia desde o surgimento de Adolf Hitler e a ideologia nazista ao extermínio de milhões de judeus.

Logo à frente encontra-se o centro de informações. Para quem curte história, reserve uma boa parte do seu dia para conhecer este lugar. O museu contém muitos registros, fotos e vídeos do regime nazista alemão. Todos os murais possuem tradução em inglês e dentro do centro de documentação é possível conectar o celular ao wifi da exposição e ouvir uma narração guiada em diversas línguas, inclusive português.

Sem dúvida este foi o local que mais me chocou em Berlim. Conhecedora da história da Segunda Guerra Mundial somente através dos livros e filmes, pude ver e, ouso dizer, também sentir um pouco o que foi o regime nazista. Sai da exposição com lágrimas nos olhos e uma sensação estranha de medo.

O povo alemão tem vergonha da sua história, porém faz questão de mostrá-la ao mundo. E com o lema “Lembrar para nunca mais repetir“, o local trás de forma detalhada as lembranças mais aterrorizantes da história alemã, a fim de mostrar para gerações de todas as idades, a triste, porém real, história da segunda guerra mundial para que a mesma nunca mais se repita.

Catedral de Berlim

A Catedral de Berlim (Berliner Dom como é conhecida em alemão), é a igreja que mais chama atenção na cidade. Foi construída entre 1895 e 1905 e se encontra na Ilha dos Museus, às margens do rio Spree.

Sem dúvida é um dos pontos obrigatórios para conhecer na cidade. Se caso não seja possível visitá-la durante o dia, como foi o meu caso, vá a noite mesmo. Embora a catedral seja linda à luz do dia, sua iluminação noturna oferecem um charme ainda mais especial.

Catedral de Berlim

O interior da Catedral pode ser visitado, bem como acessar sua cúpula. No site da Catedral é possível ver horários de visitação e passeio guiado. Vale a pena!

Ilha de Museus

A Ilha dos Museus (Museumsinsel) abriga cinco museus de grande importância mundial, chamados Altes Museum (Museu Antigo),  Neues Museum (Museu Novo), Alte Nationalgalerie (Galeria Nacional Antiga), Bode-Museum (Museu Bode), Pergamonmuseum (Museu Pergamon). Declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1999, a Ilha dos Museus foi concebida para ser um lugar dedicado a arte e a ciência.

Ilha de Museus

Checkpoint Charlie

O Checkpoint Charlie era um posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental durante o período da Guerra Fria, ligando o setor americano com o setor soviético.

Terceiro, dos três postos utilizados pelos aliados, seu nome procede da terceira letra do alfabeto fonético internacional da OTAN (Alpha para a letra A, Bravo para a letra B, Charlie para a letra C, e por ai vai).

Logo após a construção do Muro de Berlim, as autoridades da Alemanha Ocidental construíram este posto para servir como um ponto de controle para registrar a passagem de membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental.

Além das pessoas que atravessavam a fronteira com permissão, houveram muitos cidadãos que tentavam fugir de Berlim Oriental. Alguns tiveram sorte e escaparam das formas mais habilidosas, entretanto outros foram interceptados e assassinados sem piedade.

Torre de Televisão de Berlim

A Torre de Televisão de Berlim (Fernsehturm), com seus 368 metros de altura, é o edifício mais alto da Alemanha. Sua construção ocorreu em 1969, no centro da Alexanderplatz, a praça mais importante da República Democrática Alemã. A torre tinha como objetivo mostrar a superioridade comunista sobre o capitalismo. 

A Torre de Televisão possui a vista mais completa da cidade, com uma plataforma de observação situada a mais de 200 metros de altura. Há também, um restaurante giratório situado acima do mirante.

East Side Gallery

Conhecido como East Side Gallery, o ainda conservado muro de Berlim, se tornou a maior galeria de arte livre. Ao longo dos seus 1,3 quilômetros de comprimento, atualmente é possível ver grafites de artistas de todo o mundo.

Do terror à arte: logo no início de 1990, artistas de 21 países diferentes acabaram por pintar a liberdade, a democracia, mas também ironizar as ditaduras e a repressão a elas associadas. Através da arte, os artistas expressam seus protestos e reflexões sobre um momento histórico, além de seus desejos de esperança para um futuro livre e de paz.

No meio de tantas obras algumas se destacam e chamam atenção dos turistas. Dentre elas a pintura do líder russo Leonid Brejnev beijando Erich Honecker, líder da República Democrática Alemã.

Berlim sem dúvida é um museu a céu aberto e você esbarra em história por onde caminha na cidade.

E ai gostou das dicas sobre os principais passeio da cidade? Deixe suas dúvidas, dicas e comentário. Confira também aqui no site um pouco mais sobre Berlim.

Até a próxima e bora viajar!

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1 comentário

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